Marechal Rondon – Patrono das Telecomunicações do Brasil

De origem indígena por parte de seus bisavós maternos (Bororo e Terena) e bisavó paterna (Guaná), Rondon tornou-se órfão precocemente, tendo sido criado pelo avô e, depois de sua
morte, transferiu-se para o Rio de Janeiro para ingressar na Escola Militar: além dos estudos serem gratuitos, os alunos da escola recebiam – desde que assentassem
praça – soldo de sargento.

Alistou-se no 2º Regimento de Artilharia a Cavalo em 1881. Dentre outros estudos,cursou Matemática e Ciências Físicas e Naturais da Escola Superior de Guerra.

Ainda estudante, teve participação nos movimentos abolicionista e republicano. Foi
nomeado chefe do Distrito Telegráfico de Mato Grosso. Foi então designado para a Comissão de Construção da linha telegráfica que ligaria Mato Grosso e Goiás.

O governo republicano tinha preocupação com a região oeste do Brasil, muito isolada
dos grandes centros e em regiões de fronteira. Assim decidiu melhorar as comunicações
construindo linhas telegráficas para o Centro-Oeste.

Rondon cumpriu essa missão abrindo caminhos, desbravando terras, lançando linhas
telegráficas, fazendo mapeamentos do terreno e principalmente estabelecendo relações
cordiais com os índios. Manteve contato com muitas tribos indígenas, entre elas os Bororo,
Nhambiquara, Urupá, Jaru, Karipuna, Ariqueme, Boca Negra, Pacaás Novo, Macuporé,
Guaraya, Macurape.

• Entre 1892 e 1898 ajudou a construir as linhas telegráficas de Mato Grosso a Goiás,
entre Cuiabá e o Araguaia, e uma estrada ligando Cuiabá a Goiás.
• Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e
Corumbá, alcançando as fronteiras de Paraguai e Bolívia.
• Em 1906 encontrou as ruínas do Real Forte do Príncipe da Beira, a maior relíquia
histórica de Rondônia.
• Em 1907, no posto de major do Corpo de Engenheiros Militares, foi nomeado chefe da
comissão que deveria construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do
Madeira, a primeira a alcançar a região amazônica, e que foi denominada Comissão
Rondon. Continuar lendo