Governo rebate Proteste e afirma que 4G chegará a 15 cidades já em maio

Paulo Bernardo acredita que mais de 4 milhões de linhas 4G serão ativadas este ano. Consultorias falam em menos de 1 milhão. Anatel vai fiscalizar o início de operação do serviço

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reafirmou nesta terça-feira, 30/4, que as operadoras de telefonia celular deverão oferecer 4G a 15 cidades nos primeiros meses de operação, embora a obrigatoriedade, neste primeiro momento, seja a cobertura das seis cidades-sede (Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza) da Copa das Confederações.

Segundo o cronograma estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras de telefonia móvel que adquiriram espectros no leilão tinham até hoje (30/04) para cobrir 50% das áreas das seis cidades-sede da Copa das Confederações.

“As empresas já demonstraram que vão atender a mais do que isso, não apenas em cobertura, mas também em número de cidades que serão abrangidas. A notícia que a gente tem, embora algumas empresas ainda fiquem, por razões comerciais, escondendo as suas intenções, é que o número de cidades vai ultrapassar bastante as seis. E com certeza vai ser um serviço com bastante aceitação”, disse Bernardo.

Presentes ao lançamento do serviço d4G da Vivo, Paulo Bernardo e o presidente da Anatel, João Rezende, rebateram os alertas do Proteste. Segundo eles, os planos ofertados pelas operadoras não estão tão mais altos que os planos 3G+ ofertados hoje, e os preços dos aparelhos são os mesmos dos smartphones 3G topo de linha.

João Rezende garantiu que a agência reguladora vai fiscalizar o início da oferta do serviço no país. “Estamos acompanhando a cobertura de cada cidade, tem que ter oferta comercial a partir de amanhã e vamos fiscalizar o cumprimento desse quesito do edital”. E contestou a orientação da associação de consumidores Proteste, que aconselha a evitar a contratação do serviço neste momento. “Há interesse dos consumidores e ninguém tem o direito de tutelá-los”, disse. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, por sua vez, acrescentou que o consumidor é “inteligente” e não vai deixar de contratar os serviços que deseja.

O ministro acredita que o número de usuários 4G irá passar de 4 milhões até o final do ano, superando a previsão da Anatel. Não é o que dizem as consultorias especializadas no mercado de telecomunicações. A maioria delas aposta em menos de 1 milhão de usuários até o fim do ano. A título de comparação, o 3G, lançado no Brasil em 2007, levou apenas três meses para atingir a marca de 1 milhão de assinantes.

“Todas as projeções que eu ouvi até agora são muito conservadoras. A Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] fala em 4 milhões de usuários de 4G até o final do ano. Eu vou apostar um jantar com o João Rezende [presidente da Anatel] que vai ter mais”.

Falta infraestrutura

O ministro reconhece, no entanto, que ainda há muito a avançar com relação à infraestrutura para que as redes de terceira e quarta geração da telefonia móvel (3G e 4G) funcionarem adequadamente. De acordo com Bernardo, o número de usuários do 3G cresceu 70% em 2012.

“Nós estamos precisando de mais infraestrutura para o 3G. Isso, muitas vezes, esbarra no problema das antenas. Por isso que nós temos feito um trabalho para conseguir melhorar as legislações municipais para dar qualidade melhor”, disse, após participar do lançamento da rede 4G do grupo Telefônica Vivo, em São Paulo.

O ministro ressaltou que os clientes deverão migrar para o 4G em razão dos problemas atuais da transmissão em 3G. “O que vai levar o cliente para o 4G é que, de fato, o 3G está sobrecarregado, deficiente. [O 4G] vai ter uma demanda constante, os aparelhos estão barateando. Mas nós precisamos de infraestrutura”, disse.

Perguntado se a rede 4G não irá sofrer com as mesmas deficiências da 3G, Bernardo declarou que “houve descuido, talvez das autoridades, com certeza das empresas” com o crescimento do uso do 3G, o que levou à diminuição da qualidade do serviço. Mas agora a fiscalização é maior. “Estamos cobrando, estamos batendo duro nas empresas, não temos afrouxado, é uma tecnologia que com certeza vai ser usada por muitos anos”, ressaltou.

Fonte: IDG Now!



Governo anuncia desoneração de R$ 6 bilhões para setor de telecomunicações

O governo vai promover R$ 6 bilhões em desonerações de impostos até 2016, visando a estimular a expansão das telecomunicações no País, com prioridade para aquisição de equipamentos produzidos e desenvolvidos no Brasil. As empresas do setor deverão investir, nos próximos três anos, em projetos e em infraestrutura de telecomunicações cerca de R$ 18 bilhões, segundo estimativa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O Diário Oficial da União do dia (13) publicou portaria com as normas a que as empresas terão que se submeter para se beneficiar de desonerações de PIS/Pasep, Cofins e IPI. A expectativa do secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, é de que em 2016 as empresas de telecomunicações já estejam preparadas para operar com a tecnologia 4G.

O ministro Paulo Bernardo disse em entrevista, depois de assinar portaria que autoriza as desonerações, que espera adesão maciça das empresas do setor para os projetos de expansão de telecomunicações. Ele avalia que elas retardaram seus investimentos na expectativa da decisão anunciada hoje, que foi postergada depois que o Tribunal de Contas da União publicou acórdão fazendo considerações sobre a perda de receita com as desonerações.

O ministro prevê que os empresários, agora, deverão antecipar seus investimentos além do que fazem normalmente, acelerando a construção de infraestrutura de telecomunicações por fibra ótica, redes de rádio, serviços de provimento de internet por satélite, e TV por assinatura – que vem associada à internet. Tudo isso deverá acirrar a concorrência, provocando melhora de preços para o consumidor.

A tecnologia de 3G cresceu 80% no ano passado e a demanda foi acima do que a infraestrutura foi capaz de oferecer, num momento em que “o consumidor se torna cada vez mais exigente”, destacou Paulo Bernardo. Ele repetiu que há preocupação da presidente Dilma Rousseff para que a expansão dos serviços seja acelerada. Da parte do governo, o ministro prometeu que tudo será feito com agilidade, podendo até serem usados, se necessário, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para melhoras de infraestrutura em algumas localidades e assim facilitar o trabalho do setor privado.

As empresas têm até o dia 30 de junho para apresentar seus projetos de expansão, cuja análise e aprovação vão ter rito curto no ministério, que já tem gente preparada para isso, declarou Bernardo. Na parte de equipamentos, já há isenção de IPI, PIS/Pasep e Cofins sobre aquisição de equipamentos e estruturas de construção civil para passar as redes, mas não será possível desonerar softwares. O ministro prevê que as estruturas que devem ser construídas para longas distâncias podem ter demora maior, mas onde os trabalhos de cabeamento já estiverem em condições de serem feitos, o público poderá contar com os novos serviços em curto espaço de tempo.

Fonte: Estadão



Governo discute infraestrutura de telefonia com operadoras e estádios

O Ministério das Comunicações vai se reunir até semana que vem com operadoras de telefonia e responsáveis pelos estádios da Copa das Confederações e da Copa do Mundo para discutir a infraestrutura de telecomunicações desses eventos.
O objetivo é negociar alternativas para desafogar o pesado tráfego de voz e dados nas redes das operadoras em tempos de grandes eventos.
“Estamos trabalhando na soluções desses problemas”, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a jornalistas.
O encontro está previsto para o fim desta semana ou começo da próxima. Um dos itens da conversa, segundo Bernardo, é eliminar exigências incabíveis.
Sem citar nomes, o ministro disse que o responsável por um estádio condicionou a instalação de infraestrutura ao patrocínio pela operadora ao time local.
Ao todo, serão seis estádios para a Copa das Confederações e 12 estádios para a Copa do Mundo.
Bernardo ressaltou que serviços de telecomunicações de boa qualidade fazem parte das exigências internacionais para realização desses eventos.
Uma das alternativas para desafogar as redes é a instalação de pontos wi-fi nas cidades que sediarão os eventos. Segundo ele, Londres, que sediou os Jogos Olímpicos de 2012, tinha 700 mil pontos do serviço.
As operadoras de telefonia móvel têm sofrido forte pressão do governo para melhorar a qualidade dos serviços. Em julho, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu as vendas de novas linhas por 11 dias de Oi, TIM e Claro em diversos Estados, alegando má qualidade.
Segundo Bernardo, o governo disponibilizou cerca de 170 milhões de reais em orçamento adicional para compra de instrumentos para fiscalização e outros equipamentos.

Fonte: Info Abril



Mobilidade da força de trabalho para governo

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Fonte: Motorola