SERVIÇOS DE 4G FUNCIONAM SEM DIFICULDADES, DIZ ANATEL

DE ACORDO COM REZENDE, O MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO 4G OCORRE APENAS NAS CIDADES QUE SEDIARAM A COPA DAS CONFEDERAÇÕES E TINHAM COMO OBRIGAÇÃO PRESTAR ESTE SERVIÇO

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse nesta quarta-feira (07/08), em São Paulo à Agência Estado, que os serviços de internet móvel de quarta geração (4G) funcionam sem dificuldades. “O nível de qualidade está satisfatório e não temos detectado reclamações em nossos call centers”, disse, após participar de evento de infraestrutura de telecomunicações organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

De acordo com Rezende, o monitoramento da qualidade do 4G ocorre apenas no Rio, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza e Recife, que sediaram a Copa das Confederações e tinham como obrigação prestar este serviço. “Neste momento, todas as empresas estão cumprindo a meta de cobertura de 50% da área destas cidades. Até dezembro, vamos elevar para 80% da área e para as cidades da Copa do Mundo”, afirmou.

Até o momento, o serviço de 4G conta com pouco mais de 170 mil acessos, segundo os últimos números da Anatel. O presidente da Anatel acrescentou que mantém a projeção de encerrar 2013 com 4 milhões de acessos em 4G. “Está muito no início, mas a meta está mantida”, ressaltou. Conforme Rezende, porém, à medida que os serviços ganharem relevância, a tendência é que os clientes cobrem mais por qualidade.

Sobre a Copa das Confederações, ele afirmou que foram fiscalizadas e feitas medições dos níveis de cobertura de voz e dados nos estádios. De acordo com o presidente da agência, a intenção é de antecipar possíveis obstáculos nos serviços para a Copa do Mundo. Outra medida da Anatel citada por Rezende será monitorar o desempenho dos serviços móveis em horários de pico em áreas urbanas. A expectativa do órgão regulador é divulgar até o dia 15 um novo relatório, em nível nacional, da prestação dos serviços das teles.

Fonte: Época Negócios

Governo rebate Proteste e afirma que 4G chegará a 15 cidades já em maio

Paulo Bernardo acredita que mais de 4 milhões de linhas 4G serão ativadas este ano. Consultorias falam em menos de 1 milhão. Anatel vai fiscalizar o início de operação do serviço

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reafirmou nesta terça-feira, 30/4, que as operadoras de telefonia celular deverão oferecer 4G a 15 cidades nos primeiros meses de operação, embora a obrigatoriedade, neste primeiro momento, seja a cobertura das seis cidades-sede (Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza) da Copa das Confederações.

Segundo o cronograma estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras de telefonia móvel que adquiriram espectros no leilão tinham até hoje (30/04) para cobrir 50% das áreas das seis cidades-sede da Copa das Confederações.

“As empresas já demonstraram que vão atender a mais do que isso, não apenas em cobertura, mas também em número de cidades que serão abrangidas. A notícia que a gente tem, embora algumas empresas ainda fiquem, por razões comerciais, escondendo as suas intenções, é que o número de cidades vai ultrapassar bastante as seis. E com certeza vai ser um serviço com bastante aceitação”, disse Bernardo.

Presentes ao lançamento do serviço d4G da Vivo, Paulo Bernardo e o presidente da Anatel, João Rezende, rebateram os alertas do Proteste. Segundo eles, os planos ofertados pelas operadoras não estão tão mais altos que os planos 3G+ ofertados hoje, e os preços dos aparelhos são os mesmos dos smartphones 3G topo de linha.

João Rezende garantiu que a agência reguladora vai fiscalizar o início da oferta do serviço no país. “Estamos acompanhando a cobertura de cada cidade, tem que ter oferta comercial a partir de amanhã e vamos fiscalizar o cumprimento desse quesito do edital”. E contestou a orientação da associação de consumidores Proteste, que aconselha a evitar a contratação do serviço neste momento. “Há interesse dos consumidores e ninguém tem o direito de tutelá-los”, disse. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, por sua vez, acrescentou que o consumidor é “inteligente” e não vai deixar de contratar os serviços que deseja.

O ministro acredita que o número de usuários 4G irá passar de 4 milhões até o final do ano, superando a previsão da Anatel. Não é o que dizem as consultorias especializadas no mercado de telecomunicações. A maioria delas aposta em menos de 1 milhão de usuários até o fim do ano. A título de comparação, o 3G, lançado no Brasil em 2007, levou apenas três meses para atingir a marca de 1 milhão de assinantes.

“Todas as projeções que eu ouvi até agora são muito conservadoras. A Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] fala em 4 milhões de usuários de 4G até o final do ano. Eu vou apostar um jantar com o João Rezende [presidente da Anatel] que vai ter mais”.

Falta infraestrutura

O ministro reconhece, no entanto, que ainda há muito a avançar com relação à infraestrutura para que as redes de terceira e quarta geração da telefonia móvel (3G e 4G) funcionarem adequadamente. De acordo com Bernardo, o número de usuários do 3G cresceu 70% em 2012.

“Nós estamos precisando de mais infraestrutura para o 3G. Isso, muitas vezes, esbarra no problema das antenas. Por isso que nós temos feito um trabalho para conseguir melhorar as legislações municipais para dar qualidade melhor”, disse, após participar do lançamento da rede 4G do grupo Telefônica Vivo, em São Paulo.

O ministro ressaltou que os clientes deverão migrar para o 4G em razão dos problemas atuais da transmissão em 3G. “O que vai levar o cliente para o 4G é que, de fato, o 3G está sobrecarregado, deficiente. [O 4G] vai ter uma demanda constante, os aparelhos estão barateando. Mas nós precisamos de infraestrutura”, disse.

Perguntado se a rede 4G não irá sofrer com as mesmas deficiências da 3G, Bernardo declarou que “houve descuido, talvez das autoridades, com certeza das empresas” com o crescimento do uso do 3G, o que levou à diminuição da qualidade do serviço. Mas agora a fiscalização é maior. “Estamos cobrando, estamos batendo duro nas empresas, não temos afrouxado, é uma tecnologia que com certeza vai ser usada por muitos anos”, ressaltou.

Fonte: IDG Now!



Brasil precisará de 30 antenas por dia para Copa ter 4G

Serão necessárias 9.566 licenças para a instalação de novas antenas da geração de telefonia nas cidades que sediarão os jogos.

As operadoras de telefonia do Brasil calculam que serão necessárias 9.566 licenças para a instalação de novas antenas de quarta geração da telefonia móvel nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).

Segundo o SindiTelebrasil, são necessárias instalações de 30 Estações Rádio Base (ERB) por dia, em média, para chegar ao número exigido. “Esse trabalho, no entanto, vem encontrando obstáculos em função de leis que dificultam a expansão dos serviços”, diz a nota do Sindicato.

Pelo planejamento, a cidade que mais exigirá antenas será São Paulo, com 2.784. Em segundo lugar, vem o Rio de Janeiro, com 1.723, seguida de Brasília, com 954. Na sequência, aparece Porto Alegre, com 665, e em quinto lugar Curitiba, com 652 antenas. Em sexto, está Belo Horizonte, com 642, seguida de Salvador (564), Recife (490), Fortaleza (441), Manaus (271), Cuiabá (215) e Natal (165).

De acordo com as operadoras, a tecnologia 4G, pelas caraterísticas técnicas da faixa de radiofrequência que será usada (2,5 GHz), vai exigir um número de antenas duas a três vezes superior ao de estações rádio base de terceira geração (3G). Pelo cronograma de instalação, previsto no edital, a 4G deve estar funcionando em abril deste ano nas cidades sede da Copa das Confederações e em dezembro de 2013 nas cidades-sede da Copa do Mundo.

Para a implantação da quarta geração, as prestadoras de telefonia móvel assinaram um Termo de Compromisso para intensificar o compartilhamento de infraestrutura de 4G, com o objetivo de reduzir o impacto urbanístico e o de proporcionar maior agilidade e sucesso no processo de licenciamento municipal.

O projeto de Lei das Antenas, em tramitação no Congresso, vai estabelecer regramento nacional para as instalações e licenciamento, proporcionará facilidades para a implantação de infraestrutura de telefonia móvel e permitirá a expansão dos serviços e a melhoria na cobertura dos sinais. A medida vem num momento em que é crescente a demanda da população brasileira por serviços móveis, especialmente a banda larga no celular.

O SindiTelebrasil entende que a Lei das Antenas dará um ordenamento técnico e jurídico ao tema, sem alterar a responsabilidade constitucional dos municípios. Nesse sentido, ressalta a importância do envolvimento das autoridades municipais para também alterar as legislações que hoje dificultam essa expansão.

Fonte: Terra



Anatel quer acelerar licitações para explorar o sinal 4G no Brasil

Primeiro satélite geoestacionário do país tem 2014 como prazo máximo para ser colocado em órbita.

Por Felipe Gugelmin

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou na última sexta-feira (14) que está procurando meios de agilizar a licitação dos direitos de exploração de satélites no Brasil. A decisão é decorrente da demanda crescente pelo acesso à televisão paga e pela necessidade do país de explorar a tecnologia 4G.

Segundo João Rezende, presidente da agência, já estão ocorrendo conversas com o Ministério das Comunicações para definir os moldes do leilão da frequência de 700 MHz, destinada à implementação da quarta geração da internet móvel. Segundo ele, é preciso que tanto o governo quanto as empresas tenham agilidade para incorporar novas tecnologias e melhorar a rede de comunicações nacional.

A última licitação de direitos de exploração de satélites no Brasil foi realizada em agosto de 2011, cuja fase de conclusão chegou recentemente à sua última etapa. O início de um novo processo estava programado para este ano, porém uma série de fatores fez com que ele tivesse que ser adiado.

A Anatel busca promover o setor de satélites como uma alternativa à infraestrutura terrestre no oferecimento de banda larga no país. Entre os resultados desse esforço está a criação da Visiona, empresa desenvolvida em uma parceria entre a Embraer e a Telebras que tem o objetivo de atender às necessidades do setor e possibilitar transmissões estratégias de defesa.

Satélite em 2014 “não será fácil”
Até outubro deste ano, deve ser iniciado o processo de compra do primeiro satélite geoestacionário brasileiro, informou na última quinta-feira (13) o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão. Segundo ele, não será fácil cumprir o prazo que estabelece como 2014 a data limite para que o equipamento seja colocado em órbita.

Entre os desafios que vão ter que ser enfrentados, está a contratação dos fabricantes, que será feita por “um processo que leve em conta as especificidades técnicas determinadas em um termo de referência”. O dispositivo, que tem custo estimado em R$ 720 milhões, deve pesar seis toneladas e apresentar capacidade entre 50 e 60 gigabytes por segundo, valor que fica acima da demanda atual, que é de 35 GBs — segundo Martinhão, isso deve ser suficiente para suprir as necessidades do país durante a próxima década.

Fontes: Reuters, Agência Brasil

Fonte: Tecmundo