Número de aparelhos 4G cresce 65% em junho, diz Anatel

No mês, 174,1 mil dispositivos acessavam banda larga de quarta geração.
Segundo agência, Brasil possui 265,7 milhões de linhas de telefonia móvel.

O número de aparelhos móveis conectados à banda larga de quarta geração (4G) cresceu 65,4% em junho sobre o registrado em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No sexto mês do ano, foram registrados 174,1 mil terminais 4G, enquanto em maio, primeiro mês de operação plena da tecnologia, eram 105,25 mil.

Apesar do crescimento, esses aparelhos ainda representam 0,07% do total de acessos móveis, que chegaram a 265,7 milhões em junho.

Durante a Copa das Confederações, o evento que marcou a estreia da tecnologia 4G no Brasil, os aparelhos que utilizam essa tecnologia foram responsáveis por 14% do total de acesso à banda larga móvel.

A Anatel registrou adição de 215,3 mil novas habilitações no mês. No total, os terminais móveis que acessam a banda larga chegaram a 77,4 milhões.

As linhas pré-pagas somaram 211 milhões de acessos (79,43%) e as pós-pagas, 54,6 milhões (20,57%).

O Distrito Federal é a unidade federativa com mais linhas móveis a cada cem habitantes, com 218,39 acessos a cada morador. Isso não quer dizer que sejam mais de dois celulares por brasiliense, pois há aparelhos que funcionam com mais de um chip, ou seja, mais de linha.

Os outros Estados com maior teledensidade no Brasil são São Paulo (152,38), Rondônia (149,94), Mato Grosso do Sul (149,78) e Rio de Janeiro (146,19).

Fonte: G1

Defesa Civil capacita operadores de radiocomunicação

Curso buscou apresentar aos agentes a tipologia das ocorrências e os procedimentos operacionais específicos de atuação

Entre os dias 1º e 3 de julho, 114 agentes da Defesa Civil foram capacitados em técnicas de radiocomunicação, na sede da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec). Também participaram das atividades alguns Coordenadores Distritais da instituição, que puderam conhecer a estrutura e o funcionamento das operações de radiocomunicação da Defesa Civil da cidade de São Paulo.

O curso buscou apresentar aos agentes a tipologia das ocorrências e os procedimentos operacionais específicos de atuação em cada uma delas. Também foram abordadas as técnicas de comunicação e linguagem utilizadas pelos operadores. O curso foi desenvolvido com atividades teóricas e um simulado de ocorrência, em que os agentes puderam por em prática o que aprenderam em sala de aula.

Os operadores de radiocomunicação desempenham papel fundamental na Defesa Civil, eles são responsáveis por receber as ocorrências da central 199 e acionar os agentes operacionais. Cabe também a esses operadores receber as atualizações de dados vindos dos locais das ocorrências e repassá-las à Coordenadoria de Defesa Civil. A rapidez e a precisão dessas informações possibilitam manter a população informada e salvar vidas.

Fonte: Prefeitura SP

Como funcionam as repetidoras?

Uma estação repetidora nada mais é que um sistema automático de retransmissão de sinais, normalmente instalado em um local de grande elevação. Um pré-requisito para uma repetidora operar é a habilidade de receber e retransmitir o sinal desejado ao mesmo tempo. Para isso ela precisa de um receptor separado do transmissor.

Por motivos óbvios, as frequências de recepção e transmissão devem ser diferentes. Essa diferença de frequência é chamada de offset , shift, ou ainda dup. O padrão de offset atual é de 600kHz para o VHF e 5000kHz para o UHF. Antigamente era de 1.6Mhz, o que facilitava muito a vida, pois quanto maior a separação, mais fácil de lidar com as antenas. Seguindo a ilustração abaixo, vamos ver como nossa repetidora de UHF em 439.550MHz funciona:

repetidora1

Neste exemplo, ambas estações estão sintonizadas em 439.550MHz e com um offset de -5000, portanto quando uma estação transmitir, a freqüência de transmissão passa a ser 434.550MHz (439.550 -5000). Funciona assim: Imagine que o operador da estação portátil começa a transmitir, seu sinal sai em 434.550MHz e chega ao receptor da repetidora que está na mesma frequência. Esse sinal é repassado ao transmissor que o transmite em 439.550MHz. A estação móvel, que está sintonizada em 439.550MHz, passa a receber o sinal da estação portátil através da repetidora.

Quando se usa uma repetidora, é comum ouvir alguém perguntando com que sinal está chegando. Tenham em mente que o sinal que estará recebendo é o da repetidora, e não o da estação que a acionou. Essa confusão é comum, principalmente com os novos radioamadores. As vezes alguém está chegando muito mal no repetidor, faz a pergunta e o novato ao responder diz: Está chegando sinal 10 com muito chiado. A única forma de se saber o sinal da estação retransmitida é verificar a frequência de entrada da repetidora (reverso ou inverso), ou seja, no caso do exemplo, em 434.550MHz. Aí sim saberá o verdadeiro sinal da estação ouvindo seu sinal direto. Isso é claro, se conseguir ouví-la sem ajuda da repetidora.

Vantagem da topografia

Normalmente as repetidoras estão localizadas em topos de montanhas ou em outros locais elevados. É também comum elas transmitirem com potência de saída superior as yusadas em estações portáteis e até móveis. Essa combinação de elevação e alta potência irradiada geralmente resulta em comunicações sobre distâncias consideráveis se comparadas a comunicação simplex (direta, sem uso de repetidoras).

Subtom (CTCSS)

Subtom ou CTTS (Continuous Tone Coded Squelch System) é um sistema de codificação muito usado nas repetidoras atualmente. Trata-se de um tom inaudível transmitido junto com o áudio da estação que deseja usar a repetidora. Se esse subtom transmitido for o mesmo que a repetidora espera receber, ela repetirá o sinal. Caso contrário, seu sinal não será retransmitido. A grande vantagem do subtom é para prevenir que interferências fiquem disparando a repetidora. Repetidoras normalmente compartilham espaço em alto de morros ou prédios com outros serviços de telecomunicações, e é quase certo que sofrerá com interferências resultantes de outros transmissores. Houve um tempo em que repetidora com subtom era sinônimo de repetidora fechada, onde apenas integrantes do grupo podiam operá-la. Um circuito gerador (encoder) de subtom era instalado nos rádios, e como não haviam rádios com esse recurso de fabrica, ela era de uso privado. Felizmente isso é coisa do passado, hoje em dia todo rádio têm subtom e tentar restringir o uso da repetidora dessa forma não é mais eficaz.

Quem as mantém?

Normalmente elas são mantidas por um grupo ou uma associação de radioamadores. Para se obter licença de operação de uma estação repetidiora, entre em contato com a Anatel (órgão que regulamenta as telecomunicações no Brasil) de seu estado e se informe da cocumentação exigida. Isso depende muito da boa vontade de cada diretor desse orgão. Em São Paulo, talvez por estar com as frequências congestionadas, era exigido um projeto de cobertura de sinal assinado por um engenheiro em telecomunicações. Já em Minas Gerais, bastava preencher um requerimento. Radioamadores que cuidam da manutenção de uma repetidora são conhecidos como mantenedores.

Diagrama básico

Um diagrama básico para uma estação repetidora é apresentado na figura abaixo. Um receptor recebe o sinal de entrada, uma placa controladora cuida das tarefas (timers, bips, identificação, liga desliga remoto, etc), um transmissor retrasmite o sinal. Um duplexador é utilizado para compartilhar uma única antena para o receptor e transmissor, e dessa forma evitar que se utilize duas antenas.

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Essa foi uma pequena introdução de como funcionam as repetidoras. Esse artigo foi baseado no artigo publicado no site do Clube de Rádio-amadores de Americana, cujo autor foi o PY2JF – José Roberto S. Gandara Ferreira

Fonte: Só Jeep do Brasil