Governo discute infraestrutura de telefonia com operadoras e estádios

O Ministério das Comunicações vai se reunir até semana que vem com operadoras de telefonia e responsáveis pelos estádios da Copa das Confederações e da Copa do Mundo para discutir a infraestrutura de telecomunicações desses eventos.
O objetivo é negociar alternativas para desafogar o pesado tráfego de voz e dados nas redes das operadoras em tempos de grandes eventos.
“Estamos trabalhando na soluções desses problemas”, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a jornalistas.
O encontro está previsto para o fim desta semana ou começo da próxima. Um dos itens da conversa, segundo Bernardo, é eliminar exigências incabíveis.
Sem citar nomes, o ministro disse que o responsável por um estádio condicionou a instalação de infraestrutura ao patrocínio pela operadora ao time local.
Ao todo, serão seis estádios para a Copa das Confederações e 12 estádios para a Copa do Mundo.
Bernardo ressaltou que serviços de telecomunicações de boa qualidade fazem parte das exigências internacionais para realização desses eventos.
Uma das alternativas para desafogar as redes é a instalação de pontos wi-fi nas cidades que sediarão os eventos. Segundo ele, Londres, que sediou os Jogos Olímpicos de 2012, tinha 700 mil pontos do serviço.
As operadoras de telefonia móvel têm sofrido forte pressão do governo para melhorar a qualidade dos serviços. Em julho, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu as vendas de novas linhas por 11 dias de Oi, TIM e Claro em diversos Estados, alegando má qualidade.
Segundo Bernardo, o governo disponibilizou cerca de 170 milhões de reais em orçamento adicional para compra de instrumentos para fiscalização e outros equipamentos.

Fonte: Info Abril



Novo sistema de radiocomunicação da PM é instalado no Abadia

Um novo sistema de comunicação da Polícia Militar está sendo instalada no bairro Abadia.

De acordo com o departamento de comunicação do 4º BPM, a torre terá em torno de 60 metros de altura, facilitando ainda mais a comunicação entre os integrantes da corporação.
Composto por repetidoras de alto tráfego com filtros combinadores, o sistema garantirá uma melhor cobertura entre as comunicações operacionais. O 4º BPM explicou ainda que o todo o equipamento possui um sistema de energia alternativa que inclui banco de baterias, garantindo, assim, uma autonomia de 6 horas, que poderá ser usado em momentos de falta de energia elétrica.

O departamento de comunicação relatou que o trabalho realizado faz parte de um preparatório para a transferência do Copom (Comando de Operações da Polícia Militar) para a 5ª Risp (Região Integrada de Segurança Pública).

Para os procedimentos de montagem do sistema, uma equipe formada pelo Capitão Ladeira, Tenente Couto e também os Sargentos Gonçalves, Warlen e Glaudson, todos de Belo Horizonte, inclusive a equipe da Rota 5, Sargento Gomes e Sargento Gilson, foi designada à Uberaba, onde fará todos os procedimentos de instalação. (SA)

Fonte: Jornal de Uberaba

Anatel debaterá exclusão de canais analógicos de TV

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu, nesta segunda-feira (18), consulta pública sobre a ‘Proposta de Alteração dos Planos Básicos de Distribuição de Canais de Televisão em VHF e UHF (PBTV) e de Distribuição de Canais de Retransmissão de Televisão em VHF e UHF (PBRTV). Um dos objetivos do governo com as revisões é garantir o uso racional e econômico dessas frequências.

O Ministério das Comunicações publicou, no início do mês, portaria com diretrizes para a desocupação de parte dos canais de TV analógicos do País, a fim de acelerar a digitalização da TV aberta e universalizar o serviço de banda larga.

No aviso da consulta pública, a Anatel destaca que “as alterações ora propostas visam excluir, dos respectivos Planos Básicos, os canais analógicos não constantes de Concorrências ou Avisos de Habilitação em andamento, com o objetivo de assegurar que seja refletida a atual ocupação espectral pelo Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens, possibilitando uma melhor análise da transição analógico-digital”.

As contribuições e sugestões devem ser encaminhadas por formulário eletrônico para a Anatel até 18 de março. Manifestações por carta devem ser enviadas até 11 de março.

TELECOMUNICAÇÕES – A Anatel também discutirá, em consulta pública, a Proposta de alteração do Regulamento sobre Procedimentos de Contratação de Serviços e Aquisição de Equipamentos ou Materiais pelas Prestadoras de Serviços de Telecomunicações.

O texto completo da proposta poderá ser acessado no site da Anatel a partir da tarde desta segunda-feira. As contribuições devem ser encaminhadas, preferencialmente, por meio de formulário eletrônico, até 19 de abril. Serão aceitas ainda manifestações encaminhadas por carta, fax ou correspondência eletrônica recebidas até também até 19 de abril.

Fonte: Uol



Anatel deve dispensar operadoras de DTH de carregar sinal de geradoras de TV

Nas próximas semanas o Conselho Diretor da Anatel deverá avaliar o pedido de dispensa de carregamento dos canais das geradoras de radiodifusão por parte das operadoras do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). A questão é especialmente crítica para os operadores de DTH (satélite), que têm limitações ao número de canais a serem distribuídos. A Lei do SeAC (Lei 12.485/2011) e a regulamentação estabelecem como regra que as operadoras do SeAC precisam levar o sinal de todas as geradoras de TV. Como o DTH tem abrangência nacional, precisaria levar o sinal de nada menos do que 514 geradoras em todo o Brasil, o que é inviável tecnicamente, considerando que essas operadoras têm capacidade, hoje, para não mais do que 200 canais, dos quais já perto de 180 estão ocupados. A área técnica da agência deve encaminhar esta semana para o Conselho os pedidos de dispensa feitos pela Sky e Oi TV. O parecer, como é de se esperar, dispensa o carregamento dos canais.

Exceção garantida

Com isso, as operadoras de DTH cairão na exceção prevista na regulamentação, ou seja, ou não levam nenhum canal de geradora de radiodifusão ou, caso optem por levar o sinal de uma geradora, precisam levar todas aquelas consideradas pela Anatel como redes nacionais. São, ao todo, 14 geradoras nessa situação. Isso significa que as operadoras de DTH têm três alternativas: ou levam todas as 514 geradoras, ou não levam nenhuma, ou levam o sinal de pelo menos uma geradora de cada uma das 14 redes nacionais.

Problemas futuros

Mas os problemas não pararão por aí. Algumas emissoras de TV (notadamente a TV Globo) têm acordado com as operadoras de DTH o modelo de local-into-local, ou seja, para que o sinal da TV Globo seja levado no satélite, a operadora de DTH precisa respeitar o limite geográfico da geradora local. Assim, as operadoras de DTH levam os sinais da TV Globo do Rio de Janeiro, de São Paulo, Brasília, Recife, Porto Alegre e um total de até 18 praças, e obedecem a uma limitação do sinal em a cada uma das respectivas praças. Ou seja, os assinantes de São Paulo só recebem o sinal da Globo de São Paulo, em Brasília só chega o sinal de Brasília e assim sucessivamente. Isso vale para o sinal SD, pois o sinal em alta definição ocuparia muito espaço no satélite e, por isso, é captado por meio de um receptor terrestre integrado ao set-top.

As operadoras fatalmente se depararão com a questão da isonomia: as outras 13 redes de TV consideradas nacionais pela Anatel podem exigir o mesmo tratamento dado pelas operadoras de DTH à TV Globo, ou seja, o carregamento dos canais no modelo local-into-local. A regulamentação da Anatel não tem resposta a esse problema, e a resposta ao pedido de dispensa de carregamento de canais não deve trazer nenhum indicativo de como solucionar a questão. Ou seja, valerá, daqui para frente, o peso de cada geradora na negociação. A Anatel sabe que fatalmente terá que lidar com pedidos de arbitragem, e possivelmente, nesse momento, terá que estabelecer uma regulamentação específica para o carregamento dos canais no modelo local-into-local.

Fonte: Tela Viva



Acesso a internet móvel é o principal problema, segundo a Anatel

O acesso a rede de dados (internet de alta velocidade) das operadoras de telefonia móvel é o principal problema que vem sendo enfrentado pelos consumidores segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A conclusão faz parte da primeira avaliação trimestral – meses de agosto, setembro e outubro de 2012 – do “Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel Pessoal” divulgada nesta quarta-feira.

A Claro, a Oi, TIM e a Vivo não conseguiram atingir a meta de conexões de internet móvel, de 98%. Dessas empresas, as três primeiras foram proibidas de vender chips e fazer novas habilitações de celulares, entre 23 de julho e 2 de agosto do ano passado, em vários estados, por apresentaram problemas de qualidade de serviços.

O estudo aponta a situação desses serviços nas cidades do país com mais de 300 mil habitantes. No Rio de Janeiro, a operadora com o melhor indicador – que superou todas as metas, de dados e voz – foi a Oi. A Vivo ficou com o segundo melhor resultado, abaixo da meta de acessos à internet (de 98%) em dois meses, com resultados de 97%. A Tim não atingiu a meta de acessos de dados (internet)no Rio e ficou com resultados entre 93,8% e 94,5%. Por fim, a Claro obteve o pior resultado para a internet, com resultado entre 88,5% a 94,1% dos acessos.

Segundo o estudo, em todo o país, as empresas conseguiram superar o percentual meta para acesso à rede de voz, que era de 95%. Porém, para a rede de dados, o setor ficou abaixo da meta em setembro e outubro. Na análise da queda de chamadas e conexão, as empresas conseguiram atender a meta, ficando abaixo do máximo de desconexões permitido pela regra.

Para acompanhar a qualidade dos serviços a Anatel está registrando os indicadores de Desempenho de Rede; o atendimento ao Usuário; a interrupções do Serviço de Telefonia Móvel; e os investimentos para o triênio 2012-2014.

O SindiTelebrasil, associação que reúne as empresas de telecomunicações, informou que o plano divulgado pela Anatel demonstra uma melhoria na qualidade dos serviços para diversos indicadores nos meses de agosto, setembro e outubro de 2012. Em nota, ela informa que na queda de chamadas, o desempenho das operadoras “é satisfatório, tendo sido registrado um índice de queda de menos de 1%, bem melhor que o limite permitido, que é de 2%”.

A associação também afirma que a queda de conexão da internet pelas empresas móveis apresentou “um índice melhor que a meta estipulada, e ainda houve redução entre agosto e outubro”. Em agosto, o índice de queda foi “de 3% e em outubro foi de menos de 2%”

Fonte: Globo.com